Tomé foi um caso emblemático entre aqueles separados para a dúzia de discípulos que coadjuvariam a obra de pescaria de homens organizada e liderada por Jesus.
Não que esse emblema de comportamento duvidoso ficasse restrito somente ao Dídimo, pois é de conhecimento comum que tanto Pedro quanto Judas são outros exemplos marcantes de discípulos cuja atuação mostrou-se em dissonância com quem tinha o privilégio da companhia pessoal do Mestre.
A incompreensão, no entanto, eleva-se quando se coloca na balança que o trio citado teve conhecimento in loco das maravilhas operadas por Jesus, tais como, multiplicação de provisões para uma multidão faminta de mais de cinco mil pessoas – contando-se aí mulheres e crianças; devolução de fôlego de vida a um corpo humano já em plena decomposição e restauração facial de uma orelha decepada de um militar romano por um pescador vivendo seu dia de exímio espadachim.
Conclui-se, sucintamente, então, depois do desfecho da história, que o fenômeno da experiência com Deus evidenciou-se profundamente na vida desses três seguidores do Homem de Nazaré.
Pedro acovardou-se sobremaneira diante do aprisionamento de seu líder a ponto de cometer uma negativa tripla – previamente anunciada – de que fazia parte do grupo revolucionário de Cristo.
Tomé, outra testemunha de viso das façanhas extraordinárias jamais realizadas por um homem de seu tempo, inacreditavelmente – o trocadilho é aplicável – levado por alto grau de ceticismo, somente aceitou a ressurreição do Cordeiro de Deus após tatear o sulco deixado pelos cravos que lhe transpassaram as mãos.
O final trágico foi mesmo protagonizado pelo tesoureiro da missão. Justamente aquele que lidava com o vil metal, deixara-se enredar pelo tilintar e falso brilho das moedas prateadas, traindo a causa, suicidando-se após entender que pecara contra sangue inocente.
Pedro, Tomé e Judas andaram com Jesus, mas em determinado momento de suas vidas demonstraram com suas atitudes que a fé que detinham não era suficiente para seguirem na missão que abraçaram e que visava à propagação do evangelho.
Os relatos bíblicos noticiam que Pedro transformou-se num intrépido anunciador das boas novas de salvação. Tomé, segundo a tradição, firmou-se como autêntico missionário do evangelho. A nota destoante ficou mesmo por conta de Judas.
Você realmente tem depositado sua fé em Jesus de maneira incondicional? A intimidade com Cristo tem feito com que jamais sucumba ante as pressões impostas pela vida terrena? Você tem seu nome registrado com tinta irremovível no rol dos bem-aventurados que não viram e creram?

