Verdadeira Fé

por FabioBentes

O que queremos dizer quando afirmamos que cremos em Deus? Será que estamos simplesmente dando a entender que acreditamos que Deus existe? Eu acho que, para um cristão, isso é muito pouco. Até os demônios creem que Deus existe! (Tg.2:19). Passei a acreditar que crer em Deus e ter fé nele, vai muito além disso. Crer em Deus é acreditar que tudo o que ele faz é em bondade, justiça, soberania e amor. Mesmo quando coisas terríveis nos acontecem, devemos crer que Deus está no controle da situação e que ele nos ama – independentemente das circunstâncias. Isso é crer em Deus! Isso é ter fé nele! “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam…” (Romanos 8:28)

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Jerusalém Espiritual

por Pr. Wagner Konig

Antes da morte de Jesus Cristo, foi relatado que houve escuridão por toda a terra:

“Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas sobre toda a terra.

Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, Iamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (Mateus 27:45-46)

Estas trevas aqui relatadas, na verdade, alcançaram a vida, até mesmo, daqueles que seguiram a Jesus Cristo, ou seja, os seus próprios discípulos. Após a Sua morte, estes se esqueceram de tudo aquilo que Ele havia lhes falado, e de tudo que havia sido revelado, através das escrituras, acerca do que haveria de acontecer… A escuridão da incredulidade e do medo tomaram conta deles, fazendo-os fugir e temer os seus próprios destinos…

Vemos isto acontecer em Lucas 24:13-35, quando dois de Seus discípulos, um deles de nome Cleopas, tio de Jesus, ao se sentirem desamparados, após terem presenciado a morte de Seu mestre, tomam a direção de uma aldeia de nome Emaús, distante de Jerusalém cerca de setenta estádios, aproximadamente doze quilômetros. Este texto narra uma das aparições de Jesus Cristo antes de Sua ascensão, fato ocorrido no mesmo dia da ressurreição, no domingo, no terceiro dia que sucede a crucificação.

“Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém setenta estádios…” (Lucas 24:13)

Quando estes discípulos se afastaram da cidade de “Jerusalém”, que significa “cidade da paz”, isto simbolizou aquilo que na verdade havia se afastado de seus corações: “A Paz de Cristo”.

Este sentimento, que antes habitava em seus íntimos, já não existia mais, pois estavam com seus corações totalmente embriagados por outros sentimentos… Enquanto caminhavam discutindo a respeito das coisas sucedidas, o próprio Jesus se aproximou e mesmo conversando com eles ficaram impedidos de O reconhecer pelas lágrimas do desespero, pela ignorância das escrituras, pelo temor à escuridão, pela dúvida, pela cegueira e, sobretudo, pela distância que se encontravam Dele, em seus corações.

Semelhantemente, quando nos encontramos desta forma, ficamos impedidos de enxergar que o nosso Cristo ressuscitou e que está sempre ao nosso lado. Diante das circunstâncias que nos cercam, permitimos, por diversas vezes, que o desespero, a incredulidade e as trevas nos ceguem, nos lançando a uma enorme distância Daquele que está sempre conosco falando as Suas tão doces palavras, e que jamais nos abandona.

Felizmente, algo grandioso estava por acontecer…

Após entrarem na aldeia de Emaús, Seus discípulos lhe pediram que Jesus ficasse com eles, pois já era tarde e o dia declinava. A percepção de Quem estava com eles durante toda aquela caminhada, estaria prestes acontecer, fato este que somente foi possível, quando participaram de um momento de intimidade com Ele…

“E aconteceu que, quando estavam a mesa, tomando Ele o pão, abençoou e tendo-o partido, lhes deu; então se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles.

E disseram um ao outro: Porventura não nos ardia o coração, quando Ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?

E na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles. Os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão! Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão.” (Lucas 24:30-35).

Desta forma, sempre que tivermos um momento de intimidade com o Senhor, teremos a nossa visão totalmente restabelecida e veremos não somente, Aquele, que venceu os grilhões da morte, ressuscitou e ascendeu aos céus, e que está sempre ao nosso lado se nós o desejarmos, mas, também, todo o Seu reino que está ao nosso dispôr.

É somente na intimidade com o nosso Deus que reconhecemos plenamente a Sua voz!!! Em qualquer outro lugar estamos sujeitos a ouvirmos qualquer outra voz, capazes não apenas de nos embriagar, mas, também, de nos afastar completamente Dele.

Portanto, a intimidade é o lugar que jamais devemos abandonar, quando fazemos isto, impedimos que o medo, a incredulidade, ou quaisquer outros sentimentos, nos afastem da Jerusalém espiritual que nos está proposta!

 Deus te abençoe!



 

 

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Deu bode

por Ubirajara Crespo

Lv 16.10: No dia da Expiação, dois bodes eram apresentados ao Sumo Sacerdote, durante uma cerimônia que ocorria em frente à tenda da Congregação. Havia um sorteio no qual se decidia qual seria morto e qual seria o bode Emissário. Este era levado ao deserto, e aí abandonado à própria sorte. Não havia derramamento de sangue por parte do emissário, nem pelas mãos do sacerdote, mas o dia era de expiação. Nesta cerimônia específica este bode era apresentado vivo para expiação perante o Senhor.

Não combina em nada com o texto a versão que diz ser o diabo quem levará sobre si o pecado do povo e que ele será o único a ser jogado no lado de fogo.

Veja esta lei cerimonial que indica claramente a natureza desta cerimônia: “E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto” (Levíticos 16:21-22).

Foi isto que Jesus fez com você, meu amado leitor, ele levou sobre si todos os seus pecados juntamente com todas as suas consequências. Tome este remédio, Receba a Jesus como seu Senhor e salvador

Ubirajara Crespo

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A dupla queda dos cegos: o líder e o liderado

por elvistavares

Quando lemos o livro de Oseias somos logo despertados a respeito da falta de conhecimento que povoa o intelecto daqueles que se definem como seguidores de Deus.
A deficiência percebida pelo profeta não se restringiu aos períodos vetero e muito menos ao neotestamentário bíblicos, pois ela tem atacado ferozmente a casa dos cristãos modernos porque estes se deixaram levar nas águas contaminadas pelos sentimentos da inveja, soberba, hipocrisia, avareza, falsidade, vaidade, ambição e outros mais.
A coisa se agrava mais ainda quando, mesmo sabendo que transitam numa linha tênue separando terra firme de abismo, os que se dizem crentes em Jesus preferem adotar uma vida de risco, única e exclusivamente, porque ambicionam chegar num topo projetado como essencial às suas (frágeis) vidas terrenas.
Não se cogita ‘fracasso’, nesse plano mirabolante – que no geral é patrocinado pelo alcance desmedido aos bens materiais.
Abrir-se o coração – como Jesus Cristo o fez no pré-morte – para Deus permitindo que Sua vontade seja soberana…
Melhor não incomodar o Altíssimo com questões de somenos importância, afinal, pode-se buscar respaldo literal na própria Escritura Santa e nortear os desejos (tapados pelas escamas visuais) no prosperante se quiseres comereis o melhor desta terra – convenientemente dá-se aqui a retirada da expressão e me ouvirdes, do texto sacro de Isaías, pois como já dito, não se mostra plausível passar uma procuração para o Excelso atuar numa causa onde o objetivo principal tenha a ver com dinheiro, posses e posições destacáveis na sociedade, mesmo que esta seja o seio da igreja.
Imagina se a vontade de Jeová-Jiré não bate com a do mero mortal (ambicioso)?
Por outro lado, Jesus precisou lançar mão de uma parábola para que seus discípulos captassem o real e nefando sentido de se seguir as palavras de um líder cego – a ambiguidade da cegueira é válida, mas a que se move para o sentido figurado tem matado, espiritualmente, a diversos cristãos da atualidade.
Nada mais apropriado que um médico comentar sobre uma deficiência física humana, conforme retiramos do diagnóstico do Dr. Lucas, na sua receita n.º 6, confirmando a patologia apontada pelo Médico dos médicos:
Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?
As escamas caíram dos olhos de Saulo de Tarso a partir do momento em que fez a opção por seguir àquele líder que não almejava riquezas materiais e poderio na sociedade, mas que de seus olhos caíam lágrimas quando chorava pela salvação de seus amados.
Os filhos de Corá disseram muito bem: um abismo chama outro abismo.

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Antes de se desfazer de seus ídolos, se desfaça de si mesmo

por Ubirajara Crespo

Jerusalém foi carimbada pelo próprio Deus como uma cidade sanguinária, um título que não causa inveja a ninguém. Uma cidade que derrama o sangue de seus próprios cidadãos é como um corpo que decepa seus próprios membros, um tipo de anomalia que o leva a construir anticorpos contra si mesmo. Assim é quem fabrica ídolos, lhes dando a forma que mais lhe agrada, e depois permite que eles exijam dos seus criadores que ofereçam seus próprios amigos, compatriotas e filhos como sacrifício de sangue.
Ídolos são construídos de matéria prima sem vida como cera, madeira, plástico, barro, tinta, pedra, etc. Alguns podem alcançar valores muito altos no mercado de artes e até render alguns trocados para muitos religiosos. Não têm valor espiritual em si mesmos, mas podem ser instrumentos nas mãos do diabo para introduzir costumes pagãos e cultos bizarros, cujo objetivo é induzir a rebeldia contra Deus.
A coisa toda funciona mais ou menos assim: Se Jeová me pede para fazer o que não quero, então construirei um deus mais permissivo e mais tolerante. Circula entre alguns setores eclesiásticos que pecado é tudo aquilo que me fizer mal ou diminuir as possibilidades de acesso ao que me dá prazer. Este tipo de pensamento me autoriza a decidir quando mentir é pecado e quando não é, as circunstâncias definem quando uma decisão foi acertada ou não. Se cada um for livre para estabelecer a sua própria ética comportamental, seremos todos deuses em conflito uns com os outros.
Sendo assim, sempre que a mentira me levar a conseguir algo que eu quero e gosto, então posso enganar, mas se me levar a um caminho prejudicial, como perda de prestígio ou me transformar em uma pessoa desprezada, então neste caso é pecado. O mesmo raciocínio vale para adultério, roubo, divórcio e tudo o mais.
Este processo mental nos leva não somente a transformar o mal em bem, como a transformar o bem em mal. Se falar a verdade doer é mal, mas se não doer, é um bem. Se a honestidade me impedir de auferir ganhos, é ruim. Se ajudar alguém me provocar perdas, melhor pisar nele. Esta liberdade moral vai longe e nos conduzirá para o abismo.
Jesus nos ensinou que tanto o sangue derramado quanto os sentimentos que o precedem me tornam culpável diante de Deus. O ódio, a inveja, a vingança e a mágoa são estão para o homicídio, assim como a lascívia e o desejo sexual estremo estão para o adultério (Confira Mt 5:20-30).
A contaminação do ídolo não está nele, vem de nós, os seus criadores. Quebrá-los e jogar os amuletos fora não adianta nada, pois é do coração que procedem as saídas da vida. Foi você quem contaminou o ídolo com seus desejos carnais. Você lhe concede vida, alimenta e lhe dá poder. Um ídolo não vale nada sem você.
Antes de se desfazer de seus ídolos, jogue você fora. Vá até a Cruz do Calvário, crucifique ali o seu velho homem e diga como Paulo: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2:20).

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