O povo e a condenação judicial dos corruptos

O Supremo Tribunal Federal está realizando o julgamento de políticos envolvidos num dos maiores escândalos já vistos no Brasil e as atenções se voltam para a Corte Suprema em razão da expectativa da população brasileira em se ver devidamente representada no Plenário Federal haja vista o clamor pela extirpação dos maus parlamentares na condução do país.
A corrupção não é algo novo no mundo.
No império romano, por exemplo, essa prática criminosa fluía abundantemente, contribuindo, herculeamente, para a decadência de Roma.
A coisa era tão flagrante na nação latina que determinado político ao ser processado pelo crime de corrupção, retornando à vida civil, escreveu uma carta à amante, deixando para os anais da história a infame declaração:
“Alegria! Alegria! Venho a ti livre de minhas dívidas, depois de colocar à venda a metade de meus administrados!”.
Interessante será, para a satisfação do povo, em termos de justiça, que com a condenação venha, pari passu, a devolução dos recursos desviados dos cofres públicos.
A Bíblia Sagrada, mostrando-se contextualizada com a vida que vivemos hoje, mostra-nos o episódio em que o juiz Samuel, atingido pela velhice, à beira de sua aposentadoria na judicatura de Israel, realiza a nomeação dos filhos Joel e Abias, para assumirem seu lugar, agindo o experiente magistrado israelita, com lamentável ato de nepotismo, agravando sua ação por deixar de consultar a Deus neste mister.
Os anciãos de Israel – aqui seria, analogicamente, o STF julgando corruptos – desaprovaram a condução de Joel e Abias ao posto de Samuel, isto porque a corrupção e a deturpação do direito eram deformidades políticas largamente praticadas por eles e o povo tinha conhecimento desses crimes.
“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes”, palavras do livro de Isaías.

Fiquemos com essa advertência!

A Igreja tomou o lugar de quem lhe deu o nome.

TEXTO: Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. Apocalipse 2:20

COMENTÁRIO: O homem assim, toma o lugar do Espírito Santo; diz ser o único representante de Cristo e se autodenomina vigário de Cristo. Foi assim que começou o dogma da infalibilidade papal. O único que interpreta de forma infalível a Palavra de Deus.

Os católicos não estão sozinhos nisto. Já convivemos tempo suficiente com o clericalismo protestante, acreditando que somente os teólogos conseguem entender as Escrituras. Saiba, meu querido leitor, que os conceitos teológicos mais devastadores não nasceram no meio do povo ignorante, mas entre os sábios e eruditos teólogos contemporâneos como Kirkegard, Bultman e Bart.

Não esqueça que os entitulados como doutores da lei, pediram a crucificação de Jesus. Seu equivalente na religiosidade evangélica atual são os que negam a divindade de Cristo. Teólogos, ditos cristãos, tentam colocar uma mordaça para abafar o rugido do verdadeiro Leão de Judá. Some ainda a este número alguns líderes que se comparam a um Messias, dizendo abertamente serem a voz de Deus para a Igreja, exigindo submissão devida somente a Cristo.

Ser uma falsa igreja não é privilégio de nenhuma agremiação religiosa específica. É apenas um título a ser dado a qualquer grupo religioso que se desvie dos caminhos do Senhor e passe a apresentar a si mesma como o caminho.

A política eleitoral de Jesus

A política eleitoral de Jesus consistia em reunir o número maior possível de correligionários e seguidores a fim de agrupá-los em torno de suas ideias que se apresentavam – por que não dizer – um tanto revolucionárias.
Ressalte-se que Jesus era APARTIDÁRIO, ou seja, Ele não tinha partido justamente porque Ele era INTEIRO.
Embora seus comícios tivessem em comum com a política atual o fato de querer fazer coligações, durante seus discursos eleitorais deixava muito claro que quem não se enquadrasse na política salvífica certamente estaria alijado da Aliança Renovadora Internacional.
Isto é patente quando o estatuto da Aliança apregoa, através do discurso um tanto conservador de Marcos, que “quem não crer será condenado”, mostrando, assim, um pragmatismo do qual o presidente-fundador da legenda era inafastável.
As coligações anunciadas por Cristo eram fincadas na divisa “quão bom e suave é que os irmãos vivam em união”.
Esse lado revolucionário de Cristo há que ser explicado pela melhor das traduções.
Não se via ou ouvia, nas palavras que dirigia ao povo, qualquer incentivo ou ataque às autoridades constituídas. Muito pelo contrário! Ele sempre levou sua campanha de forma ordeira. Basta conferir no trecho de um de seus sermões quando exclamou a alguns que o experimentavam: “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Jesus, como homem público oferecedor – e garantidor – dos maiores benefícios concedidos aos seres humanos, não promoveu jamais a discórdia nem tampouco a dissensão entre aqueles que pertenciam a partidos distintos.
Sua intenção prioritária constituía-se basicamente na FILIAÇÃO.
Essa filiação foi profundamente testemunhada quando João, um de seus mais fiéis aliados, bradou com experiência própria, dizendo: “mas, a todos quantos os receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem chamados FILHOS de Deus”.
A nossa sorte é que o mandato de Jesus é perenal e não se finda a cada oito anos de pleito (já se incluindo aí a possibilidade da reeleição).
Filie-se na política unificadora de Jesus – é o único caminho – e faça parte da geração eleita!

A grande tribulação

TEXTO:“…e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e do Cordeiro”.

COMENTÁRIO:Agora esbarramos em uma multidão de convertidos vinda de todas as nações. Não são judeus e não parecem ser convertidos pela ação da Igreja como a conhecemos hoje. Este será o público alvo dos judeus convertidos durante a tribulação conforme descritos interiormente

Haverá convertidos durante a tribulação. Cristãos apenas nominais finalmente poderão sentir a necessidade de conversão ou endurecerem de vez. Conhecem a verdade, gostam dela, mas nunca se dobraram diante do senhorio de Cristo. Agora vêem-se diante de uma escolha: Deus ou o diabo. Enquanto Jesus convida, o diabo pressiona, e de forma tão intensa que muitos não resistirão.

Muitos não morrerão durante a tribulação. Muitos dos que estiverem vivos durante a tribulação, assistirão a gloriosa implantação do Reino milenar de Cristo. Continuarão vivos na Terra e assistirão a transição para o milênio. Veja o que irão experimentar leia Is.11.6-9. “Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

Tirado do livro de Ubirajara Crespo:

Meu pai, meu herói

Todo menino vive a expectativa da chegada do pai depois da jornada de trabalho ao fim do dia. Pelo menos é assim nos lares formados na essência do que Deus planejou como família. Falando apenas do imaginário dessa cena cotidiana pode parecer algo de tamanha simplicidade, mas só mesmo um filho pode dimensionar o valor contido no retorno de seu herói, à tardinha ou à noite, aumentando essa felicidade ao jogar-se em seus braços entregando-lhe ansioso o relatório dos acontecimentos durante sua ausência.
Dá para se pensar, dentro desse tema, em como deve ter sido frustrante para Absalão essa falta de carinho que vinha de seu pai Davi. Isto pode ser transportado para nossos dias quando as atividades e ocupações laborativas tomam dos filhos até aquele tempinho que é deles por direito. Alguns pais, em razão dos compromissos cada vez maiores, colocam substitutos em seus lugares. Sendo assim, alguns mimos passam a ter a função de minorizar a inexistência do diálogo pai e filho, criando verdadeiros traumas na criança.
A falta desse diálogo foi culminante na relação de Davi com seu filho Absalão. O rei de Israel vivia muito focado em suas obrigações monárquicas deixando que o conforto e a abstança real fizessem, de certa forma, o seu papel. O menino Absalão – pode-se conjecturar – não recebia o afago do pai no regresso de suas batalhas e conquistas. Não passeava pelo palácio segurando a mão do pai contando-lhe as façanhas praticadas no seu dia e o pai não compartilhava com ele o resultado de suas batalhas e conquistas.
A psicologia se debate e se descabela a todo instante, com seus consultórios lotados de filhos desajustados, com a patologia tendo gênese única e exclusivamente na privação que a criança sofre dos pais. O pobre Absalão cresceu afetado por esse descarinho paterno. O trauma avolumou-se de tão forma que gerou no coração do menino uma reação odiosa com a figura desfigurada do pai.
Davi, com toda a sua realeza, não atentou para a importância que devia dar à sua prole, “criando” dentro de casa filhos problemáticos. Ódio, incesto, assassínio, rancor, traição e revolta foram situações e comportamentos externados por sua descendência filial. Às vezes o tempo não concede mais condições aos pais para reverter um quadro de deformação erigida no relacionamento com seus filhos. E essa foi a sina de Davi no seu desempenho pífio enquanto pai.
Ao final, o que restou a Davi foi o choro compulsivo e amargo ao receber a notícia que o filho havia morrido. Absalão tornara-se inimigo ferrenho de Davi e morrera movido pelo sentimento revoltoso que carregava no coração por tudo o que o pai representava ou deixara de representar na sua vida. No entanto, os sentimentos paternos reacenderam no íntimo de Davi a ponto de perguntar: “está tudo bem com Absalão?”. O amor pelo filho explodiu no peito de Davi mas agora era tarde demais. Já era tarde para aquele pai demonstrar seu amor e preocupação para com o filho. Ele estava morto e com ele morreu a possibilidade de reatamento amoroso entre eles. Davi queria ter morrido no lugar do filho Absalão e sofreu muito pela perda.
Que a história doída vivenciada pelo rei Davi possa servir de alerta a todos os pais no dia a dia com seu filho.